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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ranking Universitário Folha

A "Folha de São Paulo" publicou recentemente o R.U.F. (Ranking Universitário Folha), contendo em sua listagem 188 universidades brasileiras. Para estabelecer as posições no ranking, a Folha criou uma metodologia própria baseada em outros métodos de avaliações internacionais, cujos indicadores são: qualidade de pesquisa, qualidade de ensino, avaliação do mercado e indicador de inovação. A Universidade Estadual de Ponta Grossa se situa na posição 54, e os indicadores constam:

- Qualidade de ensino: 0*
- Qualidade de pesquisa: 39,69
- Avaliação do mercado: 5,84
- Indicador de Inovação: 0,5
- Nota Total: 46,03

Em primeiro lugar esta a Universidade de São Paulo, cujos indicadores são:

- Qualidade de ensino: 19,68*
- Qualidade de pesquisa: 54,38
- Avaliação do mercado: 19,78
- Indicador de Inovação: 4,95
- Nota Total: 98,78

O indicador *"Qualidade de ensino" é realmente preocupante, levando em consideração que este índice vai de 0 à 22 ! Porém, a forma que este índice foi obtido pode trazer algumas dúvidas: "o Datafolha entrevistou 597 pesquisadores do CNPq?, amostra definida para representar o grupo dos melhores cientistas e docentes do país. A um deles foi pedido que apontasse as 10 melhores instituições brasileiras em sua área. Peso: 0 a 20 pontos.". De qualquer forma, a UEPG tem muito para evoluir ainda na pesquisa e na qualidade dos docentes principalmente nas licenciaturas. Na imagem a seguir os indicadores das universidades do Paraná.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Greve de professores nas instituições federais completa 20 dias

A greve dos professores das universidades federais chega nesta terça-feira (5) ao seu 20º dia longe de um acordo entre o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o governo federal. A greve começou em 17 de maio, e atualmente professores de 49 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades: 46 universidades (cerca de 80% do total) e três dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica, segundo dados do MEC, estão parcial ou totalmente parados.
Estudantes de 19 das 46 universidades também entraram em greve para pedir melhores condições de ensino. Segundo a Andes, a greve afeta mais de 1 milhão de alunos.
Nesta terça-feira (6), os professores programaram uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para reivindicar maior atenção do governo ao movimento. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo e, nesse cenário, não vê justificativa para uma greve da categoria neste momento.
A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também reclamam da política de expansão das universidades federais feitas pelo governo através do programa Reuni. Segundo a Andes, a expansão foi feita às pressas e provocou a queda das condições de trabalho, com salas lotadas, excesso de disciplinas e de orientações na graduação e na pós-graduação, ausência de laboratórios e estrutura para pesquisa e extensão, e de uma política efetiva de assistência estudantil.