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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Educador terá diretrizes para enfrentar a violência escolar

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou na terça-feira, 29, em cerimônia no auditório do edifício sede do Ministério da Educação, o Parecer nº 8 do Conselho Nacional de Educação (CNE), homologando as diretrizes nacionais para a educação em direitos humanos. A partir de agora, educadores de escolas de ensino fundamental e médio e também de instituições de ensino superior terão referências para promover, no ambiente escolar, uma educação de respeito à diversidade.


“O primeiro desafio que precisamos vencer é a violência na própria sala de aula, o desrespeito ao professor, as agressões entre alunos, a discriminação de raça, de orientação sexual e de religião”, disse o ministro. Para tanto, o Ministério da Educação vai distribuir às escolas material didático sobre direitos humanos. O objetivo é que se consolide nas escolas brasileiras uma cultura de paz na solução dos conflitos, uma educação que se posicione contra a agressão aos direitos humanos.

As diretrizes nacionais para a educação em direitos humanos foram consolidadas após mais de dois anos de discussões e reuniões com especialistas no assunto.

Para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário Nunes, que também participou da solenidade, a educação de direitos humanos não propõe um currículo, mas uma atitude criativa entre todos os envolvidos com a educação. “As diretrizes são algo concreto para que cada professor nas redes formais e não formais de ensino produzam ações pedagógicas para enfrentarmos situações banalizadas de violência”, disse. Ela exemplificou com conflitos contemporâneos existentes na escola e na sociedade, como agressão, racismo, homofobia e outras formas de discriminação.


Na mesma cerimônia, foi lançada a terceira edição do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos 2012. Serão premiadas as experiências em ambientes escolares de respeito à diversidade. Poderão participar instituições públicas e privadas de educação básica e superior, além de secretarias estaduais e municipais de educação e instituições de educação não formal. As inscrições estarão abertas até 30 de julho. Mais informações na página do prêmio na internet.



Rovênia Amorim / Portal do Mec.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Recursos Didáticos

Em uma época em que nossas ações didáticas precisam ser constantemente revistas, à fim de atender as demandas dos alunos, que se modificam quase diariamente, muitas vezes ao planejarmos nossas aulas sentimos certa dificuldade em encontrar recursos didáticos eficientes para nos ajudar a fazer a ligação entre o saber a ser ensinado e o saber escolar.

A fim de ajudar os professores na busca destes recursos, o portal Dia a Dia Educação, da Secretaria de Educação do Paraná, disponibiliza gratuitamente uma série de recursos didáticos para serem utilizados por professores de todas as disciplinas, em uma gama que vai desde álbuns de fotografias para ilustrar uma aula de literatura ou servir como fonte para a construção do conhecimento histórico, até cursos completos para utilização das TV Multimídia ou prover meios para desenvolver competências para o atendimento à necessidades especiais, passando por livros didáticos, dicionários online, etc.

Qualquer pessoa pode acessar o portal e visualizar ou baixar estes arquivos, sem precisar de cadastro, bastando acessar o sítio pelo Portal Educacional do Estado do Paraná, entrando no hiperlink "Educadores" e depois em "Recursos Didáticos".


VALE A PENA DAR UMA OLHADA!

Professores e pais: Quais são os papéis de cada um na educação?

A edição número 249 da revista Nova Escola publicou o seguinte texto, em resposta à pergunta da leitora Lygia Nascimento de Almeida (Sorocaba/SP) "Espera-se muito do professor. Até onde vai a nossa responsabilidade e começa a dos pais?":

Muitas vezes, por não ter clara essa divisão, a escola terceiriza problemas aos pais, e vice-versa, o que gera sentimentos de impotência e sobrecarga em ambos os lados. Os papéis dos educadores e da família são complementares, porém distintos. Em casa, há uma relação de autoridade entre pais e filhos. A criança possui também uma posição privilegiada e, por mais que se comporte mal, os relacionamentos se mantêm. Na escola, o cenário muda. O aluno se torna mais um integrante do grupo, aprende a lidar com novas regras, experimenta conflitos e percebe que as relações dependem de suas ações. Além do conhecimento, a criança deve adquirir na escola competências indispensáveis para o convívio em sociedade - dificilmente obtidas em família. Cabe a nós, educadores, contribuir para esse aprendizado e buscar maneiras de lidar com os conflitos inerentes ao processo. Isso requer boa formação, estudo coletivo, envolvimento da equipe, reflexão, avaliação e aperfeiçoamento. Só assim nos sentiremos amparados e seguros para atuar no dia a dia. O fracasso da Educação familiar não pode significar também o insucesso da escola. Não podemos depender do bom desempenho dos pais para educar nossos alunos para a vida em uma sociedade democrática, mais equilibrada e justa e nem esperar estudantes ideais como um pré-requisito para obter êxito. As crianças que trazem dificuldades de casa são as que mais precisam do nosso apoio para se inserir socialmente. Vamos aproveitar esse começo de ano para debater tais questões. Como profissionais da Educação, podemos construir uma escola capaz de dar conta do que ocorre no espaço sob sua responsabilidade tanto em relação à aprendizagem quanto ao comportamento social. (Telma Vinha, especialista em psicologia educacional)
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/espera-se-muito-professor-onde-vai-nossa-responsabilidade-comeca-pais-678989.shtml

E daí... vocês concordam?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Visita à APADEVI


Na tarde desta última quinta-feira, 22/03, a equipe do Colégio Estadual José Elias da Rocha se reuniu em uma visita à APADEVI, Associação de Pais e Amigos do Deficiente Visual, buscando informações acerca de metodologias diferenciadas que facilitem o ensino e a aprendizagem de alunos com deficiência visual.

Sentimos essa necessidade ao nos depararmos com quatro alunos com deficiência visual matriculados no Colégio em 2012, e que algumas vezes acabam por ter seu desempenho limitado pela falta de estratégias pedagógicas que atendam suas especificidades.

Buscando melhorar este quadro e também contribuir com nossa formação profissional, fomos à APADEVI nos situarmos acerca das técnicas e instrumentos que podem ajudar esses alunos a terem uma melhor aprendizagem no ensino de História, área em que atuamos e possibilitem as mesmas experiências dos alunos videntes.

A APADEVI é uma Organização Não Governamental (ONG), apoiada e financiada pelo MEC, que é mantenedora do Centro de Atendimento Especializado para o Deficiente Visual, que dá suporte e orientação a pessoas com deficiências visuais. Atende desde bebês até idosos, bastando apenas apresentar laudo oftalmológico para adentrar na instituição. Hoje a APADEVI conta com aproximadamente 180 alunos, atendendo nos turnos da manhã e a tarde, e proporciona as mais diversas atividades a seus alunos, desde apoio escolar, prática de esportes, como natação e atletismo, aulas de artesanato, e também atividades que desenvolvam habilidades intelectuais e motoras e que estimulem os outros sentidos. Além disso, os alunos dispõem de um acompanhamento psicológico.

A APADEVI também auxilia os professores da educação básica de toda a cidade de Ponta Grossa , nas quais seus alunos estejam matriculados, em vários aspectos, seja na transcrição de provas e trabalhos para o braile, também na elaboração de material pedagógico, por exemplo, imagens em alto-relevo, e ainda oferta curso de para professores, como aulas de braile. Existe também uma parceria entre a APADEVI e as escolas que seus alunos frequentam, os professores da APADEVI vão até as escolas fazer as orientações necessárias, com todos os funcionários e professores sobre as necessidades especiais desses alunos, seja na locomoção pela escola, no lugar onde sentar na sala de aula ou nas adaptações que o professor deve fazer em sua aula para que esse aluno possa participar. Estando a instituição sempre aberta para sanar qualquer dúvida que os professores venham a ter.


A visita foi muito válida para todos nós bolsistas, foi muito importante saber que como professores poderemos contar com o apoio dessa instituição, que a nosso ver é essencialmente importante para nossa cidade. Essa visita também nos fez refletir sobre nossa formação, percebemos na universidade há necessidade de preparação dos futuros professores nesse sentido e que, por enquanto são poucas as iniciativas, dependendo do interesse dos acadêmicos buscar preparação para atender as necessidades específicas de cada aluno e ser professores habilitados frente às questões educacionais atuais.

A equipe do Colégio José Elias da Rocha só tem a agradecer a APADEVI por ter aberto essa oportunidade ao PIBID e ter nos recebido tão bem. Em especial gostaríamos de agradecer ao Professor William Lobo, que foi nosso guia, nos apresentou à instituição e sanou todas as nossas dúvidas. Agradecemos pela APADEVI ter se colocado à disposição para nos ajudar no que for preciso, no desenvolvimento das atividades do projeto PIBID desenvolvido nas turmas da professora Adreane - área de História. Prof.º William também se pôs a disposição para uma parceria com o curso de História- UEPG, para ministrar palestras e cursos e assim contribuir na formação profissional, em nível acadêmico.

Prof.º William nos falou também sobre a instituição necessitar de professores voluntários para ajudar no apoio escolar aos alunos, fica a dica àqueles acadêmicos das licenciaturas de todas as áreas que têm a possibilidade, é uma oportunidade de investir na própria formação e contribuindo para o aprendizado dos alunos.

Aguardamos agora as experiências da equipe do Colégio Estadual Pe. Carlos Zelesny que brevemente fará uma visita a APADEVI. Esperamos que seja tão bom quanto foi para nós!

segunda-feira, 19 de março de 2012

PIBID a Inovação da Formação Docente

Sou um dos três novos integrantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência - Subprojeto de História), e nesses poucos dias de participação devo afirmar que está atendendo minhas expectativas. Esse programa tem de caráter inovador de colocar o acadêmico de Licenciatura em contato com a realidade escolar, o que muitas vezes passa despercebido no âmbito acadêmico, onde existe muita teoria e pouca atividade prática.

Nesses últimos dias pude, com a aproximação da sala de aula, entender de como é realizado o trabalho do professor (exclusivamente da professora Adreane – Professora de História), as estruturas e os aspectos positivos e negativos das escolas (exclusivamente do Colégio José Elias da Rocha) que é muito interessante para a minha formação.

A participação no PIBID também está me proporcionando entender ainda mais sobre a importância da carreira profissional do professor como as discussões sobre diretrizes de base da educação, discussões sobre os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).

Sem dúvida o PIBID, esse projeto é de extrema importância na formação para docência e, particularmente acredito que deveria estar obrigatoriamente na grade curricular de todos os cursos de Licenciaturas.