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sábado, 25 de agosto de 2012

Seminário estadual avalia impactos do PIBID no Paraná

por Neomil Macedo

Relatos de experiências e troca de idéias integram a pauta de debates do I Seminário Estadual Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência – PIBID, nesta sexta e sábado (24 e 25), no Cine Teatro Pax e Auditório do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). O evento ouvirá as vozes de supervisores, coordenadores, professores e alunos, sobre experiências vividas no cotidiano das escolas de educação básica estaduais, práticas exitosas conquistadas, materiais produzidos e pesquisas realizadas.
O seminário terá abertura no Cine Teatro Pax-UEPG, às 8h30, com apresentação artística de representantes da Faculdade Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória (Fafiuv). Na sequencia, após o ato solene de abertura, a professora Fernanda Scaciota Simões da Silva, diretora de Políticas e Programas Especiais da Secretaria de Estado da Educação (SEED), profere palestra com o tema “Trajetória e impacto do PIBID no Paraná”, tendo como mediadora a pró-reitor de Graduação da UEPG, professora Gracite Tozetto Góes.
“A realização deste seminário se constitui em uma oportunidade de conhecer, socializar, discutir e repensar aquilo que acontece nas instituições formadoras (universidades), no interior das escolas e na interface entre elas”, diz a coordenadora do evento Maria Odete Vieira Tenreiro. Dentro desse objetivo, a organização recebeu a inscrição de mais de 600 trabalhos. Destes foram selecionados 530 projetos de 11 instituições, nas categorias ‘material pedagógico’, ‘apresentação oral’ e ‘painéis’. Trabalhos estes que serão apresentados nas salas de aula do Bloco A, no Campus Central da UEPG.
A organização espera a participação de mais de mil pessoas, entre estudantes, dirigentes e professores universitários e da educação básica envolvidos com o PIBID, principalmente, na participação nas mesas redondas, programadas para o auditório do Campus Central. Serão quatro exposições na sexta-feira e duas no sábado, com relato de experiências vivenciadas por professores e alunos das diversas instituições que atuam no âmbito do PIBID, programa da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes) que visa à elevação da qualidade da formação de professores nos cursos de licenciatura, através da sua inserção no cotidiano das escolas da rede pública.
Na primeira mesa programada para sexta-feira serão relatadas experiências nas licenciaturas de Pedagogia, Música e Diversidade, por representantes da UEPG, Faculdade de Filosofia de União da Vitória (Faviuv) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), sob a mediação do professor Awdry Miquelin da (UTFPR). Na mesa 2, serão relatadas práticas exitosas nas licenciaturas de Matemática, Química, Letras/Espanhol e Filosofia, pela Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e UFPR. A mediação será da professora Deise Cristina de Lima Picanço (UFPR).
Na mesa 3, os relatos se experiência reúnem as licenciaturas de Geografia, Letras/Inglês, Educação Física e Ciências Biológicas da Unioeste, UTFPR, UEPG e UFPR, com a mediação da professora Carla Silva Pimentel (UEPG). Na quarta mesa programada para sexta-feira, será desenvolvido o debate sobre “Impactos do PIBID nas IES do Paraná: a experiência da UEPG, UFPR, UEL e Faviuv”, mediado pelo professor José Carlos de Melo, da Universidade Federal do Maranhão (UFM).
No sábado, será tratado o tema “O PIBID na escola: saberes docentes em construção”, com a presença de supervisores das escolas envolvidas com o PIBID, em mesa mediada pela professora Joseli Camargo (UEPG). A temática “O PIBID na escola: saberes docentes em construção” fecha a programação de exposições de experiências, com a mediação do professor Sérgio Arruda (UEL). O encontro terá ainda a exposição de material didático, lançamento de livros e apresentações culturais.

Para mais informações consulte a programação no endereço http://eventos.uepg.br/pibidpr/index.php

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Greve na UEPG

Os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa estão em greve desde quinta - feira (16). A decisão foi confirmada por 184 docentes que participaram da Assembleia Docente no Auditório da Reitoria do Campus central da UEPG e aprovaram a suspensão das atividades em caráter imediato.
Apesar do envio da proposta para a Assembleia Legislativa, os professores consideraram que esse é apenas mais um dos trâmites burocráticos do processo e não garante que a equiparação seja concretizada. “O que os professores querem é a publicação da proposta em diário oficial, e o governo já teve tempo suficiente para fazer isso”, acredita a presidente do Sindicato dos Docentes da UEPG (Sinduepg), Jeaneth Stefaniak.
Para os professores, um dos indicadores da má vontade do governo é o fato de a proposta ter
sido enviada no final da tarde de quarta-feira (15), depois que a sessão dos deputados já havia sido encerrada. “Ao enviar o projeto no final da tarde de quarta, o governo fez com que, intencionalmente ou não, a mensagem não fosse apreciada nesta semana. A Assembleia Legislativa só volta a se reunir na segunda-feira (27). Além disso, há outras várias formas de trancar o processo” comenta.
A indignação dos professores intensificou-se à medida que a mensagem do governo para a Assembleia Legislativa foi lida no encontro. “A mensagem não garante a equiparação, só o reajuste anual. É preciso considerar que neste tempo os técnicos também terão seus salários ajustados e isso precisa ser considerado também para os professores” explica a presidente.
Paralisação
A Assembleia de ontem à tarde fechou o dia de paralisação na Universidade. Durante o dia cerca de 90 % da UEPG ficou sem aula. Solidárias à luta dos professores, diversas entidades estudantis participaram da paralisação e da Assembleia e ratificaram a decisão.
A insatisfação dos professores da UEPG não é isolada, em Maringá, Guarapuava e Cascavel também foi aprovado o início da greve a partir da semana que vem. Os professores já definiram comando de greve e devem divulgar um calendário de mobilização na tarde de hoje, 14 horas, em uma reunião do Sinduepg.

Fonte: Sinduepg

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Greve de professores nas instituições federais completa 20 dias

A greve dos professores das universidades federais chega nesta terça-feira (5) ao seu 20º dia longe de um acordo entre o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e o governo federal. A greve começou em 17 de maio, e atualmente professores de 49 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades: 46 universidades (cerca de 80% do total) e três dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica, segundo dados do MEC, estão parcial ou totalmente parados.
Estudantes de 19 das 46 universidades também entraram em greve para pedir melhores condições de ensino. Segundo a Andes, a greve afeta mais de 1 milhão de alunos.
Nesta terça-feira (6), os professores programaram uma grande marcha na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para reivindicar maior atenção do governo ao movimento. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo e, nesse cenário, não vê justificativa para uma greve da categoria neste momento.
A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores também reclamam da política de expansão das universidades federais feitas pelo governo através do programa Reuni. Segundo a Andes, a expansão foi feita às pressas e provocou a queda das condições de trabalho, com salas lotadas, excesso de disciplinas e de orientações na graduação e na pós-graduação, ausência de laboratórios e estrutura para pesquisa e extensão, e de uma política efetiva de assistência estudantil.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

"Não se faz um país sem educação"

Hoje, no Bom Dia Brasil, o jornalista Alexandre Garcia acertou em cheio quando falava sobre a educação, dizendo "não se faz um país sem educação".

Ele lembrou que "escola não é brincadeira (...) [nem] depósito de criança porque os pais estão trabalhando: é o lugar mais importante de um país sério".

Para isso, de acordo com o jornalista, "é preciso formar professores de excelência e atraí-los com remuneração alta".

Para quem não viu, segue o vídeo:

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Como saber se você seria um bom professor

Não há limites para o ser humano a não serem aqueles que ele os coloque para si mesmo. Nem todos os limites são conscientes. Muitos até pensam ou acham que vão conseguir superar, mas não têm empenho, disciplina, conhecimentos suficientes, foco, visão, assertividade, constância, comprometimento, eficácia - e acabam não conseguindo. Depois, argumentam-se para si mesmos dizendo que fizeram tudo o que podiam e deviam. Melhor seria impossível fazer.
Está claro que algumas profissões exigem mais algumas especificidades que são essenciais que para outras não seriam.
Segundo Malcolm Gladwell, no seu livro Fora de Série, qualquer pessoa que pratique por 10.000 horas qualquer atividade, torna-se excepcional nela. Uma média de 3 horas ao dia por 10 anos. Qualquer pessoa que praticasse ministrar 6 aulas por dia, em 5 anos seria uma excelente professora. Os Beatles tinham mais de 10.000 horas tocadas em shows e baladas antes de atingir o sucesso mundial.
Mas por que encontramos alguns professores com mais de 10 anos de atividade, às vezes até 30 anos, cujas aulas são medíocres?
Provavelmente uma das principais causas seria: ministrou todas as aulas, uma igual a outra, sem tirar nem pôr, sem interesse em melhorar, atualizar ou adequar aos variados públicos. É como se usasse a mesma ficha amarelada pelo tempo de uso ou uma mente que marcou passo no que decorou quando estudante. Não deu um passo além. Reduziu sua Performance a Zero.
Pensemos somente no prejuízo que tal professor provocou em 30 anos nos seus alunos. Se for de matemática então, quem sabe interferiu nas escolhas das carreiras dos seus alunos a profissões que não usasse matemática...
Qualquer pessoa pode ser um bom professor se, antes mesmo de escolher esta carreira: (1) já gostasse de lidar com diferentes tipos de pessoas, (2) tivesse a alegria de ensinar, (3) sentisse prazer em aprender o que não soubesse e em ensinar o que soubesse para quem quisesse aprender, (4) adorasse novidades, (5) buscasse sempre conhecer mais sobre algum tema que lhe interessasse, (6) não se incomodasse em ler nas mais variadas fontes, (7) participasse com facilidade de atividades com grupos ou individuais, (8) tivesse paciência para ouvir várias vezes a mesma história de diferentes pessoas, (9) não se irritasse em ser questionada, (9) fosse adaptável a diversas situações de convivência humana, (10) estabelecesse bom contato com pessoas de diferentes origens, credos, culturas, níveis sócio-econômicos, idades etc.
Mesmo que não tivesse as condições acima relacionadas, nada impede que elas possam ser aprendidas, treinadas e desenvolvidas. O ser humano tem capacidades incríveis que somente se mostram quando estimuladas. Nada existe que após 10.000 horas de prática, não torne o praticante em um expert no tema.
Para o ser humano tudo pode parecer difícil, complicado e impossível de ser feito se nada souber, mas tudo torna-se fácil, realizável e prazeroso quando se aprende. O saber é uma questão de busca pessoal, pois o conhecimento é uma construção individual. Podemos ser bombardeados por informações das mais variadas fontes, porém somente registramos o que conhecemos. O aprendizado é transformar as informações recebidas em conhecimentos.
Um bom professor não nasce pronto. É na prática que ele vai se formando, na paciência que vai se adquirindo, pelas tentativas de buscar melhores soluções que vai descobrindo os melhores caminhos, pois o relacionamento professor-aluno não nasce pronto, mas é construído ao longo de sua existência.
Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Pais e Educadores de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 28 livros

Brasil terá vaga de professor visitante em Havard

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) assinou nesta terça-feira (10), com a Universidade de Harvard, um acordo que cria uma vaga permanente de professor brasileiro visitante por ano. A seleção será feita pelo órgão.

Durante palestra nesta terça na universidade, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o país "precisa de Harvard", assim como "é bom para Harvard se aproximar do Brasil". Mais cedo, o ministro Aloizio Mercadante já havia anunciado a abertura de um escritório do MIT (Massachusetts Institute of Technology) no Brasil.

Durante a palestra, a presidente disse que o interesse do país é colocar estudantes brasileiros nas melhores instituições de ensino do mundo. "O que nos interessa? Primeiro, garantir que estudantes tenham acesso às melhores instituições, além dos alunos, professores e doutores que possam utilizar as oportunidades de uma bolsa bancada pelo país", afirmou.

Dilma também afirmou que um dos objetivos do programa Ciência sem Fronteiras, que dá bolsa de estudos a estudantes brasileiros, é trazer também "pesquisadores seniors e juniors" para ter uma "relação" com o Brasil. "O Brasil tem de correr muito para estar à altura dos desafios que se apresentam em ciência, tecnologia e inovação."
Patentes

Segundo Dilma, o país precisa dar mais importância a patentes e não só a publicações. "Não que elas não sejam importantes [as publicações]", afirmou. "Não podemos ter mais uma visão dos países de origem ibérica que dá mais importância a uma publicação do que a uma patente". De acordo com a presidente, as patentes "ampliam oportunidades".

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Professores e pais: Quais são os papéis de cada um na educação?

A edição número 249 da revista Nova Escola publicou o seguinte texto, em resposta à pergunta da leitora Lygia Nascimento de Almeida (Sorocaba/SP) "Espera-se muito do professor. Até onde vai a nossa responsabilidade e começa a dos pais?":

Muitas vezes, por não ter clara essa divisão, a escola terceiriza problemas aos pais, e vice-versa, o que gera sentimentos de impotência e sobrecarga em ambos os lados. Os papéis dos educadores e da família são complementares, porém distintos. Em casa, há uma relação de autoridade entre pais e filhos. A criança possui também uma posição privilegiada e, por mais que se comporte mal, os relacionamentos se mantêm. Na escola, o cenário muda. O aluno se torna mais um integrante do grupo, aprende a lidar com novas regras, experimenta conflitos e percebe que as relações dependem de suas ações. Além do conhecimento, a criança deve adquirir na escola competências indispensáveis para o convívio em sociedade - dificilmente obtidas em família. Cabe a nós, educadores, contribuir para esse aprendizado e buscar maneiras de lidar com os conflitos inerentes ao processo. Isso requer boa formação, estudo coletivo, envolvimento da equipe, reflexão, avaliação e aperfeiçoamento. Só assim nos sentiremos amparados e seguros para atuar no dia a dia. O fracasso da Educação familiar não pode significar também o insucesso da escola. Não podemos depender do bom desempenho dos pais para educar nossos alunos para a vida em uma sociedade democrática, mais equilibrada e justa e nem esperar estudantes ideais como um pré-requisito para obter êxito. As crianças que trazem dificuldades de casa são as que mais precisam do nosso apoio para se inserir socialmente. Vamos aproveitar esse começo de ano para debater tais questões. Como profissionais da Educação, podemos construir uma escola capaz de dar conta do que ocorre no espaço sob sua responsabilidade tanto em relação à aprendizagem quanto ao comportamento social. (Telma Vinha, especialista em psicologia educacional)
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/espera-se-muito-professor-onde-vai-nossa-responsabilidade-comeca-pais-678989.shtml

E daí... vocês concordam?

sexta-feira, 30 de março de 2012

PIBID - UEPG História em evento na UFPR

É muito difícil vivenciar um projeto tão amplo e com tantas possibilidades de atuação como é o PIBID; mesmo tendo contato com os outros subprojetos atuantes na UEPG, às vezes nutrimos aquele sentimento de curiosidade; como os PIBID de outras regiões estão atuando? Quais são suas atividades?

A participação dos subprojetos PIBID/UEPG em um evento de Workshop realizado na Universidade Federal do Paraná voltado aos PIBID da própria UFPR e outras universidades de Curitiba acabou suprindo brevemente essa distância tão grande entre o cotidiano dos envolvidos com o projeto da nossa cidade com o de outras regiões do Paraná. Com a participação no evento pudemos perceber o que nossos companheiros de projeto estão produzindo em seu cotidiano e quais as realidades escolares eles encontram.

O Evento tinha como tema: Workshop "Vida e condição do trabalho docente", e constituiu-se basicamente na exibição de breves documentários com aproximadamente 15 minutos de duração produzidos pelos acadêmicos bolsistas (juntamente com os bolsistas do curso de comunicação social, e orientação de técnicos da UFPR TV), nas suas escolas de atuação com o PIBID, seguido de comentários dos realizadores e orientadores, motivando breves debates. A programação do evento ficou assim dividida (segundo o site da UFPR):

08h30min Recepção dos participantes

09h00min Abertura oficial do evento
09h30min Coffee break
10h00min Projeção dos filmes - com apresentação dos autores e debate com convidados
12h00min Almoço

14h00min Projeção dos filmes - com apresentação dos autores
16h00min Intervalo - coffee break

16h30min Projeção dos filmes - com apresentação dos autores e debate com convidados

18h00min Encerramento das atividades

Na exibição dos vídeos/documentários, pode-se perceber que o enfoque de cada equipe no tema teve diferentes abordagens e divergentes focos, alguns deram enfoque aos sentimentos de superação do professor, enquanto outros relataram a carreira de professores que são considerados sujeitos de "excelência" na profissão, alguns ainda trouxeram a humanização do professor como fator inevitável para o entendimento da profissão docente. Todos buscaram relatar as atuações dos professores em seu cotidiano, as discussões acabaram voltando-se ao elogio aos vídeos produzidos, e relatos de dificuldades técnicas na produção dos mesmos.

O Subprojeto PIBID História, foi representado pelos acadêmicos Carina, Diego, Guilherme, Hurlan, Marcus, Maria Paula, E a professora orientadora Silvana.


sexta-feira, 23 de março de 2012

Visita à APADEVI


Na tarde desta última quinta-feira, 22/03, a equipe do Colégio Estadual José Elias da Rocha se reuniu em uma visita à APADEVI, Associação de Pais e Amigos do Deficiente Visual, buscando informações acerca de metodologias diferenciadas que facilitem o ensino e a aprendizagem de alunos com deficiência visual.

Sentimos essa necessidade ao nos depararmos com quatro alunos com deficiência visual matriculados no Colégio em 2012, e que algumas vezes acabam por ter seu desempenho limitado pela falta de estratégias pedagógicas que atendam suas especificidades.

Buscando melhorar este quadro e também contribuir com nossa formação profissional, fomos à APADEVI nos situarmos acerca das técnicas e instrumentos que podem ajudar esses alunos a terem uma melhor aprendizagem no ensino de História, área em que atuamos e possibilitem as mesmas experiências dos alunos videntes.

A APADEVI é uma Organização Não Governamental (ONG), apoiada e financiada pelo MEC, que é mantenedora do Centro de Atendimento Especializado para o Deficiente Visual, que dá suporte e orientação a pessoas com deficiências visuais. Atende desde bebês até idosos, bastando apenas apresentar laudo oftalmológico para adentrar na instituição. Hoje a APADEVI conta com aproximadamente 180 alunos, atendendo nos turnos da manhã e a tarde, e proporciona as mais diversas atividades a seus alunos, desde apoio escolar, prática de esportes, como natação e atletismo, aulas de artesanato, e também atividades que desenvolvam habilidades intelectuais e motoras e que estimulem os outros sentidos. Além disso, os alunos dispõem de um acompanhamento psicológico.

A APADEVI também auxilia os professores da educação básica de toda a cidade de Ponta Grossa , nas quais seus alunos estejam matriculados, em vários aspectos, seja na transcrição de provas e trabalhos para o braile, também na elaboração de material pedagógico, por exemplo, imagens em alto-relevo, e ainda oferta curso de para professores, como aulas de braile. Existe também uma parceria entre a APADEVI e as escolas que seus alunos frequentam, os professores da APADEVI vão até as escolas fazer as orientações necessárias, com todos os funcionários e professores sobre as necessidades especiais desses alunos, seja na locomoção pela escola, no lugar onde sentar na sala de aula ou nas adaptações que o professor deve fazer em sua aula para que esse aluno possa participar. Estando a instituição sempre aberta para sanar qualquer dúvida que os professores venham a ter.


A visita foi muito válida para todos nós bolsistas, foi muito importante saber que como professores poderemos contar com o apoio dessa instituição, que a nosso ver é essencialmente importante para nossa cidade. Essa visita também nos fez refletir sobre nossa formação, percebemos na universidade há necessidade de preparação dos futuros professores nesse sentido e que, por enquanto são poucas as iniciativas, dependendo do interesse dos acadêmicos buscar preparação para atender as necessidades específicas de cada aluno e ser professores habilitados frente às questões educacionais atuais.

A equipe do Colégio José Elias da Rocha só tem a agradecer a APADEVI por ter aberto essa oportunidade ao PIBID e ter nos recebido tão bem. Em especial gostaríamos de agradecer ao Professor William Lobo, que foi nosso guia, nos apresentou à instituição e sanou todas as nossas dúvidas. Agradecemos pela APADEVI ter se colocado à disposição para nos ajudar no que for preciso, no desenvolvimento das atividades do projeto PIBID desenvolvido nas turmas da professora Adreane - área de História. Prof.º William também se pôs a disposição para uma parceria com o curso de História- UEPG, para ministrar palestras e cursos e assim contribuir na formação profissional, em nível acadêmico.

Prof.º William nos falou também sobre a instituição necessitar de professores voluntários para ajudar no apoio escolar aos alunos, fica a dica àqueles acadêmicos das licenciaturas de todas as áreas que têm a possibilidade, é uma oportunidade de investir na própria formação e contribuindo para o aprendizado dos alunos.

Aguardamos agora as experiências da equipe do Colégio Estadual Pe. Carlos Zelesny que brevemente fará uma visita a APADEVI. Esperamos que seja tão bom quanto foi para nós!

segunda-feira, 19 de março de 2012

PIBID a Inovação da Formação Docente

Sou um dos três novos integrantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência - Subprojeto de História), e nesses poucos dias de participação devo afirmar que está atendendo minhas expectativas. Esse programa tem de caráter inovador de colocar o acadêmico de Licenciatura em contato com a realidade escolar, o que muitas vezes passa despercebido no âmbito acadêmico, onde existe muita teoria e pouca atividade prática.

Nesses últimos dias pude, com a aproximação da sala de aula, entender de como é realizado o trabalho do professor (exclusivamente da professora Adreane – Professora de História), as estruturas e os aspectos positivos e negativos das escolas (exclusivamente do Colégio José Elias da Rocha) que é muito interessante para a minha formação.

A participação no PIBID também está me proporcionando entender ainda mais sobre a importância da carreira profissional do professor como as discussões sobre diretrizes de base da educação, discussões sobre os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).

Sem dúvida o PIBID, esse projeto é de extrema importância na formação para docência e, particularmente acredito que deveria estar obrigatoriamente na grade curricular de todos os cursos de Licenciaturas.

terça-feira, 6 de março de 2012

Novela do aumento do Piso salarial dos professor, MEC fixa nova quantia.

Noticia do Estadão, traz a questão da nova Lei do Piso salarial dos professores. Essa lei defende que nenhum professor poderá receber menos que a quantia de R$1.451,00, o que significa um aumento de 22,22%. Porém foi questionada pelos federados, através de governantes e confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que não teria a quantia para pagar o valor estipulado pela lei. Esse posicionamento gera dúvidas sobre o destino do dinheiro público e sua efetiva utilização. A noticia também comenta da possível paralisação dos professores nos dias 14,15 e 16 de março, com o objetivo de cobrar o cumprimento da Lei do Piso.