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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Iniciativas em sala de aula: Professor une suas duas paixões, o rock e a física, em suas aulas

Black Sabbath, Queen, Byrds, Yes e até Mutantes e Novos Baianos servem como material pedagógico em aulas de astronomia e física moderna

Black Sabbath, Queen, Byrds, Yes e até Mutantes e Novos Baianos servem como material pedagógico em aulas de astronomia e física moderna


Em 1969, o inglês David Bowie surgiu no cenário musical com a odisseia do major Tom, um astronauta que dizia que "a Terra é azul, e não há muito que eu possa fazer". Mais de 40 anos depois, a canção é apresentada em sala de aula, pelo professor de física Emerson Gomes, no 3º ano do Ensino Médio do colégio E.E. Dr. Gaspar Ricardo Junior, em Iperó, interior de São Paulo
Aliás, não só Bowie. Black Sabbath, Queen, Byrds, Yes e até Mutantes e Novos Baianos servem não apenas para mostrar um novo universo cultural aos estudantes, mas, principalmente, como material pedagógico em aulas de astronomia e física moderna.
"O estudante não precisa apenas se preparar para o vestibular. A grade curricular do 3º ano me permite utilizar o rock como material paradidático", afirmou o professor. "Bowie e sua música Space Oddity trata a corrida especial com um tom crítico e de sarcasmo. Outras canções como Astronomy Domine, do Pink Floyd, descrevem corpos celestes", completou.


Emerson Gomes usa rock para ensinar física a seus alunos do ensino médio

Desta maneira, o professor Gomes consegue misturar em sala de aula suas duas paixões: o rock e a física. A ideia começou com uma pesquisa, que acabou se tornando seu projeto de doutorado, atualmente em andamento na Universidade de São Paulo (USP).
O professor pesquisa como trabalhar com diferentes produtos culturais em sala de aula. No mestrado, Gomes usou a literatura. Mas, sua relação com o rock é antiga. O professor teve banda na adolescência e adora heavy metal. Isso o levou a estudar a relação entre o rock e a astronomia, e como aplicar isso para os alunos do ensino médio.
"Eu levo a canção e a letra para que eles acompanhem. Muitos estranham o som, já que a maioria está acostumada com funk e sertanejo universitário. O estranhamento funciona bem para a didática. O aluno fica incomodado com aquilo e acaba se interessando mais. A curiosidade aguça o conhecimento", explicou.
Claro que o professor não utiliza o rock em todas as aulas. No ano inteiro, ele faz três atividades com música. E todas elas fazem muito sucesso. Como parte de sua pesquisa de doutorado, seu projeto deve chegar a escolas de São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo.
"Principalmente quem não é muito fã de exatas acaba gostando mais. Os alunos simulam air guitar e querem conhecer mais da matéria e das bandas", contou.
Em sua tese, o professor se inspira na teoria sociocultural desenvolvida pelo pedagogo francês Georges Snyders, que considera que a música aproxima os alunos do conhecimento científico.
"O rock faz um discurso crítico da sociedade e é importante o aluno fazer, na escola, uma análise crítica do mundo. O estudante tem de ter um espaço para dialogar, para sair um pouco daquele ensino hermético do passado. E é isso que eu tento proporcionar", explicou.

Paraná

O professor de história Ramon Dimbarre, de Ponta Grossa, no Paraná, também acredita que o rock pode ser utilizado como material paradidático em sala de aula. Seu projeto de graduação foi sobre o heavy metal.
"O heavy metal pode, por exemplo, ajudar o aluno a entender as mudanças ocorridas na Inglaterra na década de 1970. O Black Sabbath em suas canções mostram a insatisfação da sociedade", explicou.
No entanto, ao contrário de seu colega paulista, Dimbarre ainda não conseguiu levar seu projeto de pesquisa para a prática. Após ter se formado, o professor não conseguiu emprego como professor.
"Consegui levar o heavy metal para a sala de aula quando eu era estagiário. Meu sonho agora é colocar meu projeto em prática. Os colégios, principalmente os mais tradicionais, ainda têm muito preconceito com as tribos urbanas como os headbangers ou os punks. Quero acabar com isso", contou.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Mais Interação em Salas Flexíveis

Mudar a disposição das carteiras abre espaço para outra postura dos estudantes e contribui com o aprendizado


Pode parecer um detalhe, mas a disposição dos móveis em uma sala de aula influencia o aprendizado. A distribuição das carteiras e de outros objetos pedagógicos – assim como sua conservação – afeta a forma como os alunos se relacionam e interagem com o professor.
A organização tradicional das cadeiras – enfileiradas e voltadas para frente – ainda é a mais usada, mas há outros arranjos que deixam de colocar o professor como único detentor do conhecimento. Ordená-las em círculo ou em forma de “U” possibilita que os estudantes troquem informações entre si e se sintam à vontade para expor suas ideias, o que, pelas teorias pedagógicas modernas, é a forma mais eficiente de aprendizado.
Para incentivar esse tipo de experiência, algumas escolas contam com salas de aula especiais que permitem ao aluno organizar o ambiente da forma que acha mais propício ao estudo. No Colégio Arquidiocesano de Curitiba, por exemplo, há uma sala dessas usada no contra turno. Lá, as carteiras são encaixáveis para formar círculos ou pequenos grupos. Os alunos usam o espaço para debater assuntos vistos em sala e são monitorados por outro estudante. “Tem funcionado bem. Conseguimos que eles participem e se dediquem”, diz a orientadora pedagógica da escola, Valéria de França Busato.
No ensino superior, principalmente em pós-graduações, as carteiras enfileiradas têm dado espaço a bancadas para vários alunos. Esse modelo ainda não é usado na educação básica – com exceção da educação infantil – mas seria, segundo a coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, Regina Scarpa, o ideal e algo para ser usado no futuro. “Na proposta de educação que se deseja hoje, não cabe mais aquela distribuição espacial tradicional da sala de aula, que limita o protagonismo do aluno e a interação com os colegas.”
A grande preocupação com o uso de bancadas é que elas abrem espaço para que os alunos brinquem e conversem durante a aula. Porém, Regina explica que até esse tipo de “distração” é positiva e favorece o aprendizado.
Organização
Não é só a disposição dos alunos que afeta o aprendizado. A organização do ambiente também é importante para que meninos e meninas queiram permanecer no espaço e não tenham dificuldade para se concentrar. Iluminação e ventilação adequadas, boa conservação de quadro-negro, piso e janelas e quantidade certa de alunos por sala são fatores que, somados, melhoram ou pioram o espaço de estudo.
A professora da Escola de Educação e Humanidades da PUCPR Ermelinda Tho­maschesk explica que ambientes apertados e em péssimo estado até podem gerar desentendimentos e violência entre os alunos. Por outro lado, quando há espaço para movimento e mobiliário adequado, a convivência torna-se agradável e produtiva.


Fonte:

segunda-feira, 19 de março de 2012

PIBID a Inovação da Formação Docente

Sou um dos três novos integrantes do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação á Docência - Subprojeto de História), e nesses poucos dias de participação devo afirmar que está atendendo minhas expectativas. Esse programa tem de caráter inovador de colocar o acadêmico de Licenciatura em contato com a realidade escolar, o que muitas vezes passa despercebido no âmbito acadêmico, onde existe muita teoria e pouca atividade prática.

Nesses últimos dias pude, com a aproximação da sala de aula, entender de como é realizado o trabalho do professor (exclusivamente da professora Adreane – Professora de História), as estruturas e os aspectos positivos e negativos das escolas (exclusivamente do Colégio José Elias da Rocha) que é muito interessante para a minha formação.

A participação no PIBID também está me proporcionando entender ainda mais sobre a importância da carreira profissional do professor como as discussões sobre diretrizes de base da educação, discussões sobre os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais).

Sem dúvida o PIBID, esse projeto é de extrema importância na formação para docência e, particularmente acredito que deveria estar obrigatoriamente na grade curricular de todos os cursos de Licenciaturas.